Ontem me deparei com uma pergunta que me fez pensar muito e chegar a algumas conclusões. Coisinhas bobas, talvez óbvias, daquelas que fazem cócegas no nariz e a gente nem vê. A pergunta era:
Qual foi a última vez que você fez alguma coisa pela primeira vez?
Li na faculdade, num cartaz sei lá de quê. Fiquei estatalada e, rodeada que estava entre jovens, joguei no ar a pergunta. Eis que, enquanto me debatia com a memória tentando desesperadamente me lembrar da situação perguntada, da boca de meus/minhas colegas pululavam situações. Alguns citaram coisas – assim, no plural mesmo – do último final de semana. Detalhe: todos/as presentes têm menos de 22 anos.
Conclusão: quanto mais o tempo passa, menos coisas novas surgem na vida. Óbvio assim. Aos 43 aninhos recém completados, me vi tendo feito algo pela primeira vez no dia 31 de dezembro do ano passado. Passei quase um ano sem ter feito algo pela primeira vez! E olhem que minha vida, neste ano, deu uma reviravolta, foi um ano de muitas mudanças.
Até ontem eu diria – e no fundo creio que ainda diga – que gosto muito da maturidade e que lamento que ela chegue tão tarde. Gosto da serenidade para resolver problemas, da decisão tomada sem tanta impulsividade, da vida interna tranquila, calma e bem-resolvida (seja lá o que isso for). Mas confesso que, desde ontem, estou na dúvida se prefiro o barco-no-lago da maturidade ou o tobogã da juventude… Sinto falta de fazer coisas pela primeira vez.
E você? Quanto tempo leva pra responder à pergunta fulminante?
