
Paraty é lindíssima – seja lá como for escrita – e a Flip é o máximo. Recomendo como banho de letras, palavras e, finalmente, livros. Autores fantásticos falando de si, dos outros, dos lugares, de histórias, de História, de personagens; enfim, falando muito de tudo. Cada qual mais interessante que o outro. Vamos aguardar a Bebel postar sua crônica contando pra vocês um pouquinho de cada figura, que ela ficou responsável por essa parte.Apenas alguns pequenos detalhes:
- Andar em Paraty (prefiro assim) é olhando pra baixo que as pedras do caminho são quase perigosas. E pensar que os escravos deviam trazê-las uma a uma no lombo…
- Na pousada em que ficamos há uma ponte de madeira por cima do rio, que vem logo após uma pequena pirambeira de pedras e terra batida e antes de outra pirambeira. Então imaginem: você chega e desce em primeira freiando, aí vem a tal ponte – perigosíssima; errou cai no rio. Depois você sobe também em primeira, derrapando e imaginando como isso seria com chuva. Passamos os quatro dias decidindo quem iria beber pra que a outra evitasse a queda no rio.
- Como o homenageado era Nelson Rodrigues, havia frases dele em todos os lugares e isso foi muito divertido.
- José Eduardo Agualusa, escritor angolano, foi eleito o muso da Flip. Quando puderem, dêem uma conferida…
- De dia, um calor do cão; à noite, um frio louco. De dia, autores falando, mesa de autógrafos, compra de livros, discussões acaloradas e literárias; à noite, cerveja e riso solto. Bom demais…
- Da praia de Paraty vemos… as montanhas. Nunca vi paisagem como aquela: tem um morro no mar, é cercada por montanhas na frente, atrás e dos lados. Uma cena a parte toda a vista em Paraty, desde as construções até o mar.
O resto, recomendo se programarem pra ir a Paraty em todos os anos. A Flip acontece sempre em julho e tem coisas que não dá nem pra reconstruir, nem pra contar. Como aquela discussão entre Amos Oz e Nadine Gordiner; ou o Will Seif, um inglês louquíssimo, estilo Arnaldo Antunes, afiado como uma navalha. Maravilhoso! Ou ainda a leitura do primeiro capítulo de Um Defeito de Cor pela Ana Maria Gonçalves. Ou… Ou… Ou…
Bom, nos vemos no ano que vem no Centro Histórico.
Bom mesmo é encher a caveira de parati em Paraty e sair cambaleando a pé pelo pé de moleque em noite de lua nova sem partir com o coco nas pedras. Isso sim que é X-treme Games. Sem preço.
oi shirley
que bom que a viajem foi boa e proveitosa, a cidade é realmente encantadora.
Esqueci de postar na minha crIonica, e também de te dizer, que a FLIP esse ano foi um dos passeios mais maravilhosos que já fiz porque além de tudo que jea contei, tinha também você de puro bonus!!!
beijo
Esqueci de postar na minha cronica, e também de te dizer, que a FLIP esse ano foi um dos passeios mais maravilhosos que já fiz porque além de tudo que jea contei, tinha também você de puro bonus!!!
beijo
tá repetido…
tá repetitivo.
Dr Tanakara está relendo Os Maias neste exato momento. Mas ele pousou os olhos do Eça para ler agora isso. Dr. Tanakara, raramente indeciso, encontra-se agora às voltas em dúvidas, acometido por incertezas: será que Paraty — ou Parati — tem eco?
Heloooooooo, anybody home?????