Essa foi a semana do quase.
Quase consegui um emprego, mas fiquei em segundo lugar na seleção. Devo-lhes dizer que não fiquei triste. Teria que ser assistente direta de uma moça tremendamente workaholic e aparentemente difícil; confesso que realmente não tô podendo. Não estou em condições de dispensar algo assim e por isso me candidatei, mas como deus sabe o que faz, fico aqui humildemente aguardando os acontecimentos pra ver se chove na minha horta. Cruzem os dedos aí, hein gente.
Outro quase: hoje, dado meu estado de quase desemprego, fui visitar um centro espiritual em Abadiânia, cidadezinha de Goiás sem muita estória pra contar, com duas amigas. Senti que tudo ali respira em função do sr. João de Deus, nome do médium principal, que, segundo reza a lenda, seria o sucessor de Chico Xavier. Nada direi do centro, até porque não demos sorte e, após uma 1h e 50min de viagem, soubemos que neste dia de hoje o médium iria viajar e adiantou os atendimentos para a manhã. Como não telefonamos antes…
Semana que vem, ainda provavelmente curtindo meu desemprego, voltarei lá. Contarei algo, se me aprouver. O máximo que vi foi que o lugar é lindo, com construções simples e lindas, brancas e azuis; com um mirante calmíssimo que dá pra uma vista fantástica (foto). Além disso, me senti muito bem lá dentro. O dia estava azul, morno e ensolarado e as companhias foram ótimas. Valeu o dia e a viagem.

Mas o que queria mesmo contar era o seguinte. Em Abadiânia a língua oficial é inglês. Vocês precisavam ver quanta gente vestida de branco, todas – com raras exceções (em que nos encaixávamos) – falando inglês. Eram alemães, italianos, ingleses, americanos, irlandeses e até franceses. Todos reconheci pelos sotaques. Ou pelo menos imaginei que reconheci. Lá tem pousadas, hoteizinhos, pequenos restaurantes, pizzaria decente, lanchonetes e lojas de roupas exotéricas, seja lá o que isso for. Tudo isso em uma ruazinha de 300 metros, em cujo final, à esquerda, está o centro Dom Inacio de Loyola.
Só aí entendi o que elas tinham me dito no caminho e que, obviamente, achei que era exagero e modo de dizer: vai gente do mundo inteiro lá. Se quiserem saber mais, façam uma busca no outro deus, o google, pelo nome dele e cidade. Tem até um vídeo no youtube (claro né! e o que não está no youtube?), longuíssimo, mostrando coisas inacreditáveis…
Kisses.
i shirley..
Mas porque numa cidade brasileira vao falar ingles???
é bom ir numa casa espirita??
eu vivo sempre no quase…ja ate me acostumei com essa palavra.
sucesso.
mas não é que a bichinha tá escrevendo mesmo e eu que não dava as caras por aqui achava que nada acntecia.Ai aquela velha mnaia de achar que o mundo dorme quando fechamos os olhos e que tudo brinca de estátua quando não estamos por perto.
Minha amiga m deixa eu te explicar o quase..Você quase foi trabalhar num lugar chato com uma chefe chata que ia te enfernizar. Então, let’s celebrate o quase!!! E fique tranquila, você vai conseguir um emprego. E bem legal!!!
bj
Quase nada. Safou-se de boa, já que você — como diriam em Abadiânia — não é shit-magnet não pra dever serviço à tal Mulher-Máquina.
E que quase que nada. Mirante com panorama é tudo de plenitude.
E não se iluda: essa coisa de ter emprego é tão over-rated…
E já ia dizendo: se atividade, correria, trabalho compulsivo possúisse valor intrínseco, aqueles hamsterzinhos correndo na rodinha seriam mais iluminados do que o raio do Dalai Lama.
Oi Shirley,
Eu sei que trabalhar e’ uma necessidade (em mais de um sentido) mas curta seu tempo sem trabalho sem estresse e deixe as coisas acontecerem naturalmente. Voce ja pensou em coisas mais alternativas que te permitam fazer uma grana mas ainda assim controlar seu tempo? Meu sonho de consumo, mas impossivel fazer isso na minha vida agora.
Gostei do hamster – as vezes eu me sinto um hamster nessa correria sem fim…
Beijos,
Sonia
Já estive em Abadiânia e no mirante…
O seu artigo peca por ligeiro, superficial e não serve para nada.
Se esteve lá e não viu mais do que isso… O que lá senti e VI, não está nem nunca estará no Youtube ou em qualquer computador ou televisão.
Quanto aos comentários… nem merecem comentário de tão pobres de espírito…