Dia de glória

Pra quem se solidarizou com minha falta de tempo pra correr nas duas últimas semanas, declaro que estou em dia de glória total. Dei um corridão hoje maravilhoso no Parque da Cidade, que é um lugar bem legal pra fazer de tudo. Até nada dá pra fazer com prazer por lá.

Corri 8,1 Km em 47 minutos. E o tempo inteiro me sentindo super bem. Ai, Deus, quisera sentir esse prazer todos os dias… Acho que fiquei inspirada com a história do Ultramaratonista Dean Karnases que li no Pulso, blog do Globo que fala sobre… corridas. Pra quem gosta do assunto e/ou da atividade, é um ótimo blog.

Bom, só queria tirar aquele título Frustração daqui. Ficou tempo demais pro meu gosto e é de péssimo agouro… Beijão.

Poente no Parque

Poente no Parque

Publicado em:  on Janeiro 27, 2007 at 11:51 pm Comentários (9)

Frustração

Não estou conseguindo manter firme minha única resolução para 2007. Então veja bem: a pessoa só resolve uma coisa, decide que nada de listas cheias de itens infazíveis (sic), nada de soluções mirabolantes para problemas antigos, não, não, não, nada disso. Eu disse: vou decidir uma coisa só, que aliás traz muitas outras. Vou correr. Vem a reboque saúde, bem estar, muito prazer, tempo comigo mesma e outros paraísos. E nem isso estou conseguindo. tsc tsc tsc…

Minha amiga vem pra cá no carnaval e já me disse passe óleo nos joelhos e eu disse já estou passando sebo nas canelas. Mas cadê o óleo, cadê o joelho e as canelas? Estão aqui, imóveis. Droga.

E estava indo bem, cada dia melhorando o tempo, aumentando a distância, reduzindo a pulsação, curtindo o suor salgado, o ventinho gostoso, minhas últimas playlists. Aí meu marido viajou e minha filha também. Pronto: estamos só eu e Tande que, com seus 6 anos, não pode ser deixado sozinho num apto no quinto andar, concordam?

Resumo: não posso ir antes do trabalho, nem depois que volto. Tá ruim isso aí, tá muito é ruim. O pior é que o primeiro a voltar só vem dia 30. tsc tsc tsc…

Beijo mal humorado pra vocês (pobres leitores, que ainda tem que receber beijo mal humorado. Onde é que vamos parar…)

Publicado em:  on Janeiro 24, 2007 at 11:52 pm Comentários (2)

Nota de cinema

Poster Little Miss Sunshine

Sábado assisti a um filme bem interessante e gostaria de indicá-lo para quem ainda não o assistiu. Chama-se Pequena Miss Sunshine. Um filme de roteiro amarradinho, com ótimos talentos, humano, divertido e singelo, apesar do árido tema de que trata: família e suas intrincadas relações. Digamos que também não se trata de uma família muito… hã… digamos, convencional. É uma família pra lá de doida. Como muitos de nós temos, aliás.

Esse é sempre um tema difícil. As relações familiares, em geral, não são as mais fáceis do mundo, embora sejam as que envolvem os mais intensos sentimentos. Por que?, sempre me pergunto.

Acho que a principal razão é que esse convívio não é regido pela escolha; não decidimos quem vem com a gente. E seremos obrigados a conviver com essas pessoas um tempo bem maior do que às vezes desejamos. Nossa espécie é a que mais demora a conseguir buscar seu próprio alimento e, mesmo com essa aptidão adquirida, continua em casa em muitos casos.

Um amigo nosso sempre dizia que prefere a família que ele escolhe, que são os amig@s que se faz ao longo da vida; desses você tem noção do que esperar, já que estão ali, naquele posto privilegiado em sua vida, graças a afinidades e escolhas. Quanto a família, já não poderia dizer o mesmo. Ainda mais que, em se tratando desse amigo, com raras exceções, a família era um pequeno ninho de cobras…

Mas não sei se concordo com ele não, porque na minha isso não acontece. Estou e sempre estive cercada de pessoas simples, sem sofisticação, adoráveis, carinhosas e preocupadas. Pessoas que, cada uma a sua maneira, me ajudaram a construir quem eu sou hoje. E por isso e por muitas outras coisas, me orgulho muito da minha família, gosto de estar com eles, no meio daquela muvuca de pessoas não muito afins, algumas intensamente ligadas, outras que historicamente não se entendem. É estranhamente divertido enxergar tudo isso…

Enfim, se alguém ainda não viu o filme, vá ver. É quase impossível sair do cinema imune, sem olhar pro seu próprio umbigo, sem pensar nas loucuras e relações da própria família. E esse pode ser um exercício bem interessante. Ou não…

Um beijo e boa semana pra tod@s.

Publicado em:  on Janeiro 22, 2007 at 2:37 pm Comentários (8)

Canhão e outros bichos

De onde estou, ouço tiros de canhão, o que – em tempos de paz – merece necessariamente uma explicação . É que trabalho na Esplanada dos Ministérios, ladeada pelos ministérios da Marinha e Aeronáutica. Toda vez que alguém é empossado em cargo de alta patente (e nessa fase muitas posses acontecem), eles dão salvas de canhão em direção ao lago. Uma maravilha, fala sério…

Vejo de cima um grande lago (Paranoá é seu nome) e pré-vejo um arco-íris após a chuvarada que se anuncia no horizonte brasiliense, que tem 360 graus. Um belo horizonte, se me permitem o trocadilho. E penso não sei bem em quê. Tenho muito trabalho, mas hoje é sexta-feira e o pensamento começa a truncar.

Hoje vi fotos da minha filhota, que está de férias no Rio. Ela fez dreadlock no cabelo e nem sei o que dizer sobre isso. Sequer sei se gostei. Acho que não. Vou me acostumar, eu sei; ainda mais se ela estiver feliz com o troço. Mas não é fácil ver sua filha tão lindinha dona de um cabelo feito com tanto carinho, com aquele emaranhado na cabeça fazendo as vezes de cabelo. Sorry, baby, sei que você gostou. Mas mamãe levará um tempinho maior pra se acostumar. Normal.

Estou só com meu filhote e meu fiel cão que não guarda nada. Meu maridinho, como podem ler em artigo no Opinativas, foi para Nairóbi, acompanhado da espevitada Iara e de um arsenal medicamentoso preparado por mim. A viagem foi horrível, mas eles sobreviveram e estão bem.

Comecei com tiros de canhão, mudei pra minha filha, dei uma passadinha em Nairóbi e, em verdade, vos digo: apenas desejo que tenham um ótimo final de semana. Sim, eu sei, não foi um post muito inspirado. Mas queria o quê num final de tarde de sexta-feira?

Um beijo.

 

Publicado em:  on Janeiro 20, 2007 at 12:32 am Comentários (1)

Provérbios

Dizem que quem tem padrinho (ou seria madrinha?) não morre pagão. Não sei bem o que significa ao pé da letra, mas acho que essa frase faria mais sentido se ao invés de padrinho (ou madrinha, como queiram) entrasse amig@s; e no lugar de pagão, triste e sozinh@. E agora, subvertido o provérbio, deixa eu agradecer os lindos e deliciosos comentários que voces me enviaram. Quem tem amig@s não morre triste, nem sozinh@. Melhor assim. E sei que tenho companhia, carinho e calor pra me proteger, apoiar e caminhar junto, por onde quer que sejam nossos caminhos. Valeu, querid@s!

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Devo confessar uma coisa pra voces: adoro provérbios. E subverto todos, sem exceção. Ou pior: fico procurando as palavras certas (como no caso aí de cima) e só vou piorando as coisas. Tenho um que já é meu clássico. “Entre a cruz e a espadinha”. Pronto, não consigo falar o certo, seja lá o que ele for. Já gravei assim na cabecinha e não tem quem consiga mudar, embora algumas pessoas insistam em consertá-lo toda vez que uso, o que é quase-frequente.

Tenho um amigo que pra tudo, absolutamente todas as situações, usa o mesmo provérbio. Então lá pelas tantas da conversa, ele dispara: “é o que sempre digo, Deus não dá asa a cobra”. Acho isso ótimo, e o admiro porque ele nunca erra. Tenho um dicionário de provérbios que está numa das nossas 40 caixas de livros Rio de Janeiro afora. Quando minha mudança chegar (um dia isso vai acontecer, tenho fé), vou selecionar alguns com seus significados e colocar as pérolas aqui, pra democratizar o uso dos provérbios.

Aliás, meu pai sempre repete alguns que, infelizmente, são impronunciáveis neste espaço. Ouço desde que me entendo por gente e nunca deixo de gargalhar quando ele fala. Às vezes, vejo situações em que se encaixam como uma luva; eles então se repetem silenciosamente como um mantra dentro de mim, quase que com vida própria, e eu rio que me acabo.

E você, faz uso de provérbios? Algum preferido? Divide com a gente…

Beijocas.

Publicado em:  on Janeiro 17, 2007 at 1:31 pm Comentários (3)

Já que insistem…

Copa e Pão de Açúcar

Pronto, resolvi criar um blog. Resisti até o último minuto porque sempre acho que não vou dar conta de alimentá-lo. Então crio e depois vejo no que dá. Mal comparando, o mesmo que faz a polícia carioca: atira primeiro e pergunta depois.

No fundo, cada vez mais sinto necessidade de escrever. E isso tem uma força gigantesca. Mas é um exercício e como tal, deve nos fazer persistentes e determinados. Vou me esforçar pra escrever sempre, pra deixar isso se transformar em escritos interessantes ou, pelo menos, legais.

Agora mesmo tem um concurso de contos sobre minha cidade natal (essa lindona ali em cima) que fico louca pra participar, sem nenhuma (mas nenhuma mesmo) pretensão de ganhar coisa alguma. É só pelo exercício; mais ou menos como participar de uma corrida de rua onde sabemos que não ficaremos no pelotão de elite. Mas que é bem legal participar, ah, isso é. Quem já foi não me deixa mentir.

Aliás, falando um pouco de mim, eu corro. A-do-ro correr. Taí uma coisa que me dá imenso prazer. E é um resgate de mim mesma (é redundante isso?). Quando adolescente, pratiquei esportes na escola pública, depois na particular e finalmente, fui parar na escola de Educação Física da UFRJ, no Fundão. Tenho o corpo todo definidinho por conta desse tempo. Depois que abandonei a Educação Física no quinto período, por razões afetivo-emocionais, nunca mais quis praticar nada. Passei vinte anos sem praticar nadinha. E agora voltei pra um prazer do passado, meu, que a ninguém darei mais o direito de tirar de mim. E tenho dito.

Tenho uma filha (Bel) e um filho (Tande). Um escândalo de lindos e maravilhosos. Sem sombra de dúvida, são a melhor parte de mim. Ser mãe é uma experiência com muitas facetas. Sou mãe desde os quase 26 anos, o que já faz muito tempo, e tenho experimentado situações estranhas, alegrias, sentimentos, decepções, prazer, responsabilidade – esta do tamanho do mundo, mais ou menos; e o mundo às vezes, é pesado demais pros meus ombrinhos… –, levezas, decisões e tantas outras novidades 24 horas por dia que não saberia dizer de todas. É uma avalanche de sensações muito perturbadora. Costumo dizer que é a maior aventura do ser humano; não vejo nada mobilizar mais, nada que encha mais seu saco de chateações e encantamentos a um só tempo. Bom, como podem notar, poderia ficar aqui falando por muitas linhas, mas vou parar por aqui. Certamente falarei muito dos rebentos por aqui. Espero que não demais, caso contrário os(as) leitores(as) irão fuçar outra freguesia rapidinho.

E sou assim, gosto de falar, escrever, correr, criar, observar, sentir tudo, enxergar, tocar e ser tocada, calar de vez em quando (mas nunca ser calada), praia, sair com o maridinho pra ir ao cinema, encontrar amigos(as) – ôh coisa boa, sô! – e de muitas outras coisas que falarei aos poucos pra não perder o encanto. Inté!

Publicado em:  on Janeiro 16, 2007 at 12:31 am Comentários (8)