
Pronto, resolvi criar um blog. Resisti até o último minuto porque sempre acho que não vou dar conta de alimentá-lo. Então crio e depois vejo no que dá. Mal comparando, o mesmo que faz a polícia carioca: atira primeiro e pergunta depois.
No fundo, cada vez mais sinto necessidade de escrever. E isso tem uma força gigantesca. Mas é um exercício e como tal, deve nos fazer persistentes e determinados. Vou me esforçar pra escrever sempre, pra deixar isso se transformar em escritos interessantes ou, pelo menos, legais.
Agora mesmo tem um concurso de contos sobre minha cidade natal (essa lindona ali em cima) que fico louca pra participar, sem nenhuma (mas nenhuma mesmo) pretensão de ganhar coisa alguma. É só pelo exercício; mais ou menos como participar de uma corrida de rua onde sabemos que não ficaremos no pelotão de elite. Mas que é bem legal participar, ah, isso é. Quem já foi não me deixa mentir.
Aliás, falando um pouco de mim, eu corro. A-do-ro correr. Taí uma coisa que me dá imenso prazer. E é um resgate de mim mesma (é redundante isso?). Quando adolescente, pratiquei esportes na escola pública, depois na particular e finalmente, fui parar na escola de Educação Física da UFRJ, no Fundão. Tenho o corpo todo definidinho por conta desse tempo. Depois que abandonei a Educação Física no quinto período, por razões afetivo-emocionais, nunca mais quis praticar nada. Passei vinte anos sem praticar nadinha. E agora voltei pra um prazer do passado, meu, que a ninguém darei mais o direito de tirar de mim. E tenho dito.
Tenho uma filha (Bel) e um filho (Tande). Um escândalo de lindos e maravilhosos. Sem sombra de dúvida, são a melhor parte de mim. Ser mãe é uma experiência com muitas facetas. Sou mãe desde os quase 26 anos, o que já faz muito tempo, e tenho experimentado situações estranhas, alegrias, sentimentos, decepções, prazer, responsabilidade – esta do tamanho do mundo, mais ou menos; e o mundo às vezes, é pesado demais pros meus ombrinhos… –, levezas, decisões e tantas outras novidades 24 horas por dia que não saberia dizer de todas. É uma avalanche de sensações muito perturbadora. Costumo dizer que é a maior aventura do ser humano; não vejo nada mobilizar mais, nada que encha mais seu saco de chateações e encantamentos a um só tempo. Bom, como podem notar, poderia ficar aqui falando por muitas linhas, mas vou parar por aqui. Certamente falarei muito dos rebentos por aqui. Espero que não demais, caso contrário os(as) leitores(as) irão fuçar outra freguesia rapidinho.
E sou assim, gosto de falar, escrever, correr, criar, observar, sentir tudo, enxergar, tocar e ser tocada, calar de vez em quando (mas nunca ser calada), praia, sair com o maridinho pra ir ao cinema, encontrar amigos(as) – ôh coisa boa, sô! – e de muitas outras coisas que falarei aos poucos pra não perder o encanto. Inté!